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Artes e saúde mental: como as artes podem ajudar no retorno pós COVID

Artes e saúde mental: como as artes podem ajudar no retorno pós COVID 1

Ja pensou em como as artes e saúde mental estão interligadas, principalmente neste período em que todos precisamos nos reinventar diante do isolamento??

Dia a dia, sentimos o peso do retorno à vida social. Pais e crianças expondo-se pouco a pouco, embaixo de máscaras e protocolos para sorrir, conversar e se relacionar. Já sabemos como manter o vírus longe do próprio corpo, ao mesmo tempo que queremos nos sentir e abraçar outra vez. Tudo é risco, perigoso e pode ser fatal. O medo toma conta de nosso sangue e muitos chegam a enxergar qualquer um como inimigo declarado.

Não menos que isso, o retorno à vida escolar torna-se um desafio para famílias e crianças. Para os adultos, todo cuidado é pouco: supervisionam, regulam, uns até relaxam para não atrapalhar a sua sanidade. Ou enfrentamos ou estagnamos. Não há meio termo.

Para a criança então… sentimentos, saudades, necessidades à flor da pele. Querem brincar como era antes, querem correr, se esbarrar, trocar, até brigar… mas nem isso podemos mais, pois brigas com contato físico não são permitidas. Como fazer, então, diante de tantos sentimos borbulhantes, contraditórios, tudo de uma vez só ou até num intervalo de 5 min entre uma coisa e outra?

A arte pode ser um repouso para a saúde mental e emocional. Para qualquer ser humano. Melhor ainda para os infantes, que ainda não sabem codificar tudo que se passa, como se passa.

Ouvir uma música calma, respirar lentamente com ela. Fazer um desenho contando as experiências mais profundas. Riscar a folha com giz sem perceber o tempo e o espaço. Tocar um instrumento, sentindo-o vibrar a cada toque ou sopro. Dançar livremente ao som de uma música instrumental, percebendo a liberdade de nosso corpo. O que a arte nos permite, nenhuma outra consegue: a experiência sinestésica e transcendental!

Mas, quando falamos sobre artes e saúde mental, não nos referimos apenas a exercer alguma prática artística. É necessário se utilizar dessa linguagem como forma de reordenar as emoções. Vou dar um exemplo:

Muitos pais me perguntam: “Janaína, como foi a tarde do meu filho hoje?”, com olhos vibrantes, querendo saber dos avanços (ou não). Após eu contar uma das discussões não-físicas entre dois alunos, peço observação, a educação de nosso olhar de adultos em meio a tantas emoções distorcidas ou não expressas por meio da palavra ou da externalização física do desconforto.

Nunca fui professora de resolver conflitos entre crianças e dizer: “dá um abraço no amigo” e ficaria tudo bem. Sou professora que respeito o tempo e a emoção de cada ser, independente da idade e do contexto que vem. Neste caso, conversei com as mães que os filhos vivenciaram o episódio e aconselhei de forma horizontal (como mãe e especialista, mas como ser que pode errar na condução): escuta seu filho, percebe o que ele “engoliu” ou “tropeçou” na hora de perceber seus sentimentos. Faça a atividade que ele mais gosta daqui do Sementes: pintar, desenhar uma história, fazer uma massagem com música calma. Entende a melhor maneira artística que ele se expressa e convide-o a te contar desta forma.

Nós, pais e educadores, somos eternos leitores das emoções das crianças. Quanto mais sensíveis e presentes estivermos, mais conseguiremos mediar as questões deles e até curar as nossas próprias.

Então, sente e sinta. De que maneira artística é mais verdadeira em você, a qual você pode se expressar e contar como se sente: cantar, dançar, desenhar, tocar um instrumento… faça hoje e sinta a melhor forma de manter sua saúde mental e emocional por meio da Arte!

E, se quiser conhecer melhor essa nova forma de lidar com a arte neste “novo normal”, conte conosco.

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